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A síndrome de Kabuki é uma condição genética causada por variantes patogênicas no gene KMT2D, responsável pela maioria dos casos e conhecida como KS1, ou no gene KDM6A, uma parcela menor mas distinta conhecida como KS2. É tipicamente reconhecida por traços faciais característicos, incluindo aberturas palpebrais alongadas que deram nome à síndrome, além de atrasos de crescimento, diferenças esqueléticas e deficiência intelectual de gravidade variável. A síndrome de Kabuki tem sido descrita há muito tempo principalmente em termos de suas características físicas, mas pesquisas mais recentes estão analisando em detalhe seu perfil social e comportamental — e descobrindo que o gene específico envolvido pode moldar esse perfil de maneiras importantes.

Quão comuns são os desafios de desenvolvimento e sociais na síndrome de Kabuki?

Uma revisão de centro único com 36 pacientes com síndrome de Kabuki geneticamente confirmada constatou que a deficiência intelectual, embora comum, era de gravidade variável e menos frequente do que estudos anteriores haviam relatado, enquanto o hiperinsulinismo apareceu com mais frequência do que em coortes publicadas anteriormente. Separadamente, o maior estudo de metilação do DNA sobre a síndrome de Kabuki até o momento, abrangendo 110 indivíduos com variantes em KMT2D e 854 controles, produziu um classificador que identificou variantes patogênicas em KMT2D com 97% de sensibilidade e 100% de especificidade, uma ferramenta que poderia ajudar a confirmar o subtipo genético específico de uma criança — uma distinção que, como descrito mais adiante, parece importar para os desfechos comportamentais e sociais. Em uma pesquisa separada com 35 cuidadores de crianças e adultos com síndrome de Kabuki, cerca de um terço relatou que seu filho já havia recebido um diagnóstico prévio de transtorno do espectro autista.

Formas cotidianas de apoiar o desenvolvimento social e emocional

O gene específico muda o quadro social e comportamental?

Como a síndrome de Kabuki pode decorrer de variantes em KMT2D (KS1) ou KDM6A (KS2), pesquisadores que estudaram a coorte de 35 cuidadores também exploraram se o gene específico envolvido estava ligado a diferenças no comportamento social. Diagnósticos relacionados ao autismo foram marcadamente mais comuns entre os com KS2 do que entre os com KS1 (67% comparado a 23%), e em quase todos os domínios socio-comportamentais medidos, cuidadores de indivíduos com KS2 relataram mais dificuldades do que cuidadores de indivíduos com KS1. Os pesquisadores descrevem isso como uma comparação exploratória dentro de uma amostra pequena e pedem uma investigação mais sistemática antes que o achado possa orientar expectativas para qualquer criança individual — mas sugerem que a síndrome de Kabuki relacionada a KDM6A pode carregar uma probabilidade distinta e elevada de características relacionadas ao autismo em comparação com a forma mais comum relacionada a KMT2D.

Um paradoxo comportamental: padrões rígidos e calor social, lado a lado

Além da comparação por genótipo, os achados da coorte completa do mesmo estudo apontam para um padrão distinto e aparentemente contraditório. No grupo combinado de KS1 e KS2, 72% dos cuidadores avaliaram seu filho na faixa limite ou clínica para problemas com colegas, e aqueles com síndrome de Kabuki relacionada a KMT2D em particular mostraram comportamentos restritos e repetitivos moderadamente graves — padrões geralmente associados a dificuldade social significativa. No entanto, nessa mesma coorte geral, apenas 3% apresentaram pontuações atípicas de comportamento pró-social, o que significa que a grande maioria foi avaliada como carinhosa, cooperativa e disposta a ajudar os outros, e a motivação social, o impulso de se relacionar socialmente com outros, foi o único domínio avaliado dentro da faixa normal em todo o grupo. Em outras palavras, dentro dos mesmos indivíduos, rigidez pronunciada e dificuldades no relacionamento com colegas coexistiam com um impulso genuíno e mensurável de se conectar e cuidar de outras pessoas — uma combinação que os pesquisadores destacam como uma característica definidora do perfil socio-comportamental da síndrome de Kabuki, distinta de um quadro simples de retração social.

Dicas para pais e cuidadores

Onde encontrar mais informações

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