A síndrome de deleção 22q11.2, também conhecida como síndrome de DiGeorge, ocorre quando falta um pequeno pedaço do cromossomo 22, afetando uma estimativa de 1 em cada 2.000 a 4.000 nascidos vivos. É mais conhecida por causar defeitos cardíacos, problemas imunológicos e características faciais distintas — mas também é um dos fatores de risco genéticos isolados mais fortes conhecidos para doença psiquiátrica, incluindo a esquizofrenia. Curiosamente, o tamanho da deleção não prevê o risco psiquiátrico da forma que a maioria suporia.
Segundo o GeneReviews, estima-se que 60% dos adultos com síndrome de deleção 22q11.2 têm um transtorno psiquiátrico diagnosticável. A esquizofrenia é identificada em aproximadamente 25% dos indivíduos, autismo ou transtornos do espectro autista em cerca de 20%, e atraso no desenvolvimento ou dificuldades de aprendizagem afetam de 70% a 90%, frequentemente seguindo o padrão específico de um distúrbio de aprendizagem não verbal. Ansiedade e transtornos depressivos também são comuns, e os médicos têm sido cada vez mais incentivados a rastrear sintomas psiquiátricos em crianças antes dos dez anos, já que diferenças comportamentais podem aparecer cedo.
Uma metanálise de 2025 com 17 estudos e 4.107 participantes, publicada em Archives of Gynecology and Obstetrics, encontrou algo contraintuitivo sobre como o tamanho da deleção se relaciona com os sintomas. Malformações cardíacas congênitas estiveram significativamente mais associadas a uma região de deleção maior e central (OR 2,74) — mas anormalidades psiquiátricas e comportamentais estiveram significativamente mais associadas a uma variante de deleção menor (OR 6,26). Em outras palavras, não é a deleção maior que carrega o maior risco psiquiátrico, como a intuição poderia sugerir, mas a menor.
Um estudo de coorte nacional dinamarquês publicado no Journal of Psychiatric Research examinou 183 indivíduos com síndrome de deleção 22q11.2, de 10 a 30 anos, e descobriu que cerca de 35% tinham diagnóstico psiquiátrico ao longo da vida. Dentro de um subgrupo que passou por testes cognitivos detalhados, pessoas com funcionamento cognitivo mais baixo na verdade tinham uma taxa de transtorno psiquiátrico atual mais baixa do que aquelas com funcionamento cognitivo mais alto, e seu escore de risco poligênico para esquizofrenia também não era mais alto. A gravidade do comprometimento cognitivo, em outras palavras, não acompanha simplesmente a carga de risco genético de esquizofrenia que uma pessoa carrega — a relação é muito menos direta do que parece.
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